#diadebrincar
Antes disso tudo tomar conta das nossas vidas, digo, essas parafernálias a vida era menos complicada.
Não estávamos tão preocupados em estar bem na foto do facebook, do instagran, ou qualquer outra forma de nos escravizar. Lembro-me de usar shorts curtos, camiseta de algodão um tênis que nem era de marca, mas que nos davam muita alegria para correr, pular, brincar, etc. o cabelo preso num rabo de cavalo balançavam de um lado para outro. Nada de glamour, ou brand, nada de estar bem na foto, nas selfies da vida.
Tinhamos tempo para brincar, comer, sorrir, dormir e pasmem, comíamos muito bem obrigada. Mas como as brincadeiras exigiam muita energia, não havia o medo de engordar.
Lembro-me dos joelhos ralados pelos tombos de bicicleta, dos amigos que com paciência nos ensinavam segurando a "seleta", se você não sabe o que é, pergunte ao seu pai, ele provavelmente brincou muito de bicicleta. E no aprendizado de como andar com a mesma, vinha sempre a frase "Olhe para frente, pode ir que eu estou segurando!" E só percebíamos que estávamos sozinhos quando olhávamos para trás e sem duvida o tombo era inevitável.
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Quem nunca, ficou sentado na calçada chupando seu geladinhos, aqueles sorvetinhos que eram feitos nos saquinhos, os mais caros eram com leite. Ah, que nos lambuzávamos e nem sequer imaginávamos em tirar fotos para postar.
A calçada também servia de banco, sentávamos horas e horas, contando os "causos" e reclamando dos pais... Quando que ouvia-se uma voz estridente. Entra que já está tarde! Nos despedíamos com vontade de retrucar, " Só mais um pouquinho mãe!" Mas a coragem nos faltava, pois a segunda vez que ela chamasse seria muito pior.
Dia de brincar, era dia de brincar, correr na rua, jogar taco, pega-pega, esconde-esconde, mamãe da rua, escravos de Jo, lencinho na mão, balança caixão, passa anel, polícia e ladrão, e por aí vai. Pena mesmo não ter tido essas facilidades para registrar tanta alegria, tanta vontade de viver.
Hoje vivemos presos as redes sociais, mascarando tudo, fingindo tudo, mostrando o que a vida não é. Frustrando nos todos os dias um pouco, pois a realidade é bem diferente.
Deixamos de brincar, deixamos de correr, deixamos de rir, deixamos de gostar de contar os "causos" para os amigos, nos fechamos num mundo virtual que não existe, num monte de amigos que mal sabem seu nome, ou o seu primeiro tombo de bicicleta, nem sequer sabem em quem você deu seu primeiro beijo.
Fomos substituídos por coisas, esquecemos de brincar, esquecemos os
amigos, passamos a amar coisas... por que?
Porque estamos na defensiva, não queremos nos machucar e esquecemos a mais bela lição da infância que é não ter medo de cair. O tombo dói, dói muito, vem a ferida, mas logo ela cicatriza e aprendemos que cair faz parte, mas viver é tudo de bom.
E hora de brincar, e hora de cair, se alguém te ferir, te magoar, tudo bem, é sinal que você está vivo, pois nunca vi um defunto sofrer.
Mas hoje como aprenderemos tais lições se nem os pais estão dispostos a passar esse tempo com os filhos?
E a hora de brincar é agora, hoje, é dia de rir, tomar sorvete, cair me levantar.
Um lindo dia de brincar pra você!
Que seja perfeito, sem medo e sem a "loira do banheiro"!
Márcia Hany

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