terça-feira, 18 de agosto de 2015

Dia de Brincar

#diadebrincar

Antes disso tudo tomar conta das nossas vidas, digo, essas parafernálias a vida era menos complicada.
Não estávamos tão preocupados em estar bem na foto do facebook, do instagran,  ou qualquer outra forma de nos escravizar. Lembro-me de usar shorts curtos, camiseta de algodão um tênis que nem era de marca, mas que nos davam muita alegria para correr, pular, brincar, etc. o cabelo preso num rabo de cavalo balançavam de um lado para outro.  Nada de glamour, ou brand, nada de estar bem na foto, nas selfies da vida. 
Tinhamos tempo para brincar, comer, sorrir, dormir e pasmem, comíamos muito bem obrigada. Mas como as brincadeiras exigiam muita energia, não havia o medo de engordar. 
Lembro-me dos joelhos ralados pelos tombos de bicicleta, dos amigos que com paciência nos ensinavam  segurando a "seleta", se você não sabe o que é,  pergunte ao seu pai, ele provavelmente brincou muito de bicicleta. E no aprendizado de como andar com a mesma, vinha sempre a frase "Olhe para frente, pode ir que eu estou segurando!" E só percebíamos que estávamos sozinhos quando olhávamos para trás e sem duvida o tombo era inevitável.

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Quem nunca, ficou sentado na calçada chupando seu geladinhos, aqueles sorvetinhos que eram feitos nos saquinhos, os mais caros eram com leite. Ah, que nos lambuzávamos e nem sequer imaginávamos em tirar fotos para postar. 
A calçada também servia de banco, sentávamos horas e horas, contando os "causos" e reclamando dos pais... Quando que ouvia-se uma voz estridente. Entra que já está tarde! Nos  despedíamos  com vontade de retrucar, " Só mais um pouquinho mãe!" Mas a coragem nos faltava, pois a segunda vez que ela chamasse seria muito pior.


Dia de brincar, era dia de brincar, correr na rua, jogar taco, pega-pega, esconde-esconde, mamãe da rua, escravos de Jo, lencinho na mão, balança caixão, passa anel, polícia e ladrão, e por aí vai. Pena mesmo não ter tido essas facilidades para registrar tanta alegria, tanta vontade de viver. 
Hoje vivemos presos as redes sociais, mascarando tudo, fingindo tudo, mostrando o que a vida não é. Frustrando nos todos os dias um pouco, pois a realidade é bem diferente.
Deixamos de brincar, deixamos de correr, deixamos de rir, deixamos de gostar de contar os "causos" para os amigos, nos fechamos num mundo virtual que não existe, num monte de amigos que mal sabem seu nome, ou o seu primeiro tombo de bicicleta, nem sequer sabem em quem você deu seu primeiro beijo.
Fomos substituídos por coisas, esquecemos de brincar, esquecemos os  
amigos, passamos a amar coisas... por que?
Porque estamos na defensiva, não queremos nos machucar e esquecemos a mais bela lição da infância que é não ter medo de cair.  O tombo dói, dói muito, vem a ferida, mas logo ela cicatriza e aprendemos que cair faz parte, mas viver é tudo de bom.

E hora de brincar, e hora de cair, se alguém te ferir, te magoar, tudo bem, é sinal que você está vivo, pois nunca vi um defunto sofrer.


Mas hoje como aprenderemos tais lições se nem os pais estão dispostos a passar esse tempo com os filhos? 
E a hora de brincar é agora, hoje, é dia de rir, tomar sorvete, cair me levantar.
Um lindo dia de brincar pra você!

Que seja perfeito, sem medo e sem a "loira do banheiro"!



Márcia Hany
Terapeuta EFT Practitioner

Que importância tem para você?




Num velório, observando as pessoas que íam e vinham, os grupos separados, uns um tanto abalados, outros nem tanto e alguns até, pareciam que estavam numa festa.
Sentada num canto, observava o caixão de madeira escura com detalhes entalhados  de motivos florais e as alças douradas para facilitar o carregamento reluziam debaixo da luz.

Levantei-me vagarosamente, aproximei-me do caixão observei o corpo que ali estava, imóvel, frio, apagado, as marcas da vida em seu rosto cansado traduziam o final de uma jornada. Fiquei parada ali em pé por alguns instantes, fazendo a mesma pergunta que fazia quando era criança, pra que a gente vive?

Olhando as pessoas e os grupos e era inevitável ouvir os comentários,uns diziam que o falecido era uma grande pessoa, outros diziam que não o conheciam muito bem, uns até narravam algumas desavenças, etc. Foi então que olhei para o caixão e me perguntei, que importância tem isso para ele? 
Todos se remoendo, uns por mágoa, outros por remorso, uns pensando na herança, outros pensando no que fazer.
Mas que importância tinha isso para ele?
Foi então que me veio essa conclusão.
Não importa o que os outros pensam, não importa o que os outros falam, não importa o que os outros façam. Quando morrer será, você com você mesmo. Parado, inerte, sem respiração, sem vida e sem NADA!
Para de arrogância, de falatório, de fuçar a vida de quem não está nem aí com você. Para de viver a vida dos outros, para de fingir uma vida de comercial de margarina, porque ela NÃO existe. Para de ser vítima de você mesma (o).

No velório foi onde eu vi a maior de todas as hipocrisias, pessoas chorando e reivindicando amor  e respeito que elas não plantaram.  
E o féretro, ali, paradinho. 
Nada é mais importante do que sua paz e você só pode ter paz se cultiva-la, não queira colher aquilo que não planta.
Ali no caixão, não importava mais as pessoas que ela não gostava, não importavam as brigas que ela teve, muito menos as maldades que fizeram contra ela e eu pude ver que isso não importa mesmo.

Poderiam gritar lá dentro que ele não ouviria, compreendi que o que faz mal é acreditar nas coisas ruins que dizem a seu respeito. Não é o que dizem que faz mal, mas sim acreditar nisso. 

Então, eu passei a me dar como morta para muita gente e isso foi uma bênção. Gritem, esbravejem, aterrorizem, me julguem, me culpem, deduzam, sondem, mas não me assumo responsável pela guerra que você está travando dentro de você mesmo.
Não me mandem flores, meu velório já passou. 

Márcia Hany

Porque nosso País não vai pra frente.

Lamentável como estamos regredindo, não digo somente na parte econômica, mas na parte intelectual, espiritual, etc.
Nosso País está se tornando o que É  e a tendência é piorar, e só há uma razão para isso. E NÃO culpo somente o governo. A responsabilidade é de você que não lê, não estuda, não respeita os direitos dos outros, reclama da segunda-feira, reclama do seu serviço, reclama da sujeira das ruas, mas joga lixo em qualquer lugar, não vai à reunião de pais e mestres dos seus filhos, pois acha desnecessário.  A responsabilidade desse caos é sua de  "achar" que professor tem que educar, é supor que "baixar" aquela musiquinha não fará mal a ninguém, baixar aquele filme, aquele programinha, etc.... Isso também é roubo, lembre-se disso, isso também é crime. E você faz isso na frente dos seus filhos.
A responsabilidade é sua, quando estaciona em vagas para deficientes, não respeita os sinais de trânsito porque "acha" que SÓ existe você no mundo.
Jogo a responsabilidade também nas costas desses profissionais que estudam só para ter uma "cadeira" numa escola, alguns odiando o que fazem, mas o pensamento é que estará mamando até o fim. Criando então um círculo vicioso de alunos que fingem estudar e "professores" que fingem lecionar. Muitos saem da escola escrevendo "esquecer" com "Ç"? E tem mais, professores escrevendo "pleumonia", no lugar de pneumonia. Como assim?
Os professores são os mestres em nossas vidas, são eles os alicerces de toda profissão, não se esqueçam disso.
Culpo você que ao invés de defender o professor de verdade o agride, espanca, humilha isso porque ele quer o melhor do seu filho. 
Médicos, advogados, etc. Que se formam apenas pelo status, grande ilusão....
A responsabilidade é sua, que não AMA O QUE FAZ,  que tem preguiça de pensar e o pior fica esperando o OUTRO resolver por você, seja qualquer situação.
Vejo nosso País sendo trocado por espelhos novamente, sendo chacota, sendo humilhado, mas isso é CULPA SUA. Culpa de quem quer MAMAR, DE QUEM NÃO QUER SE DAR O LUXO DE PENSAR. Mas é claro que isso não é generalizado, mas a maioria prefere roupa cara, doque um cérebro, a maioria prefere um cabelo perfeito, ou um corpo perfeito do que cuidar da mente. E daí? Vocês devem pensar, e daí?
Eu sou e você é o espelho da sociedade e da política que está nesse País!
Chocado?! Eu também.
E tem mais, a culpa sim é de você que ao invés de salvar, socorrer, atender, cuidar, prefere filmar e postar em redes sociais, acha legal? Ótimo. Então não reclame da situação.
A culpa é sua, que ao ver um animalzinho abandonado, morrendo bem na sua frente, olha e apenas diz, "coitadinho", mas não posso cuidar dele. Não pode, ou não quer?
Culpo você também por achar que tudo é responsabilidade do governo, você que não mexe esse traseiro que não faz nada de bom, nada que acrescente na vida dos outros nem mesmo na sua.
Responsabilizo-me por ter desistido do Brasil e ter partido para longe, morrendo de nojo desse País, e eu não tenho vergonha de dizer que voltei pra cá, com o rabinho entre as pernas,mas não voltei derrotada, apenas cansei-me  de ser alienígena. E agora falando sem demagogia, no caos  que é isso aqui, na bagunça e no descontrole que há nisso tudo eu tenho fé . Porque quem governa é o povo e eu sei que o povo está aprendendo e melhorando. Mas enquanto continuarem dando esses "PEQUENOS"  exemplos acima para seus filhos, sinto muito.
Eu desejo realmente um povo que cante nosso belo Hino Nacional, com a alma, sinta no coração o amor que o compositor depositou em cada nota. 
Assim que resgatarmos o Amor à Nação Brasileira esse País será ainda mais belo e um lugar maravilhoso para se viver.
Porque tudo isso?
Porque sou brasileira, sim senhor!

Márcia Hany
Terapeuta EFT practitioner